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ÁGUA

RESPEITE A ÁGUA. O PLANETA TERRA AGRADECE.

Não adianta fingir que não é com você. O problema da água é de todos. Enquanto muitos já convivem com o racionamento, outros desperdiçam esse bem tão precioso.


01) Introdução
02) A situação do Brasil
03) O que o síndico pode fazer para economizar
04) Vazamentos
05) Como verificar vazamentos em reservatórios de edifícios
06) Reaproveitamento da água
07) Medição individualizada
08) Como funciona a medição individual
09) Mude alguns hábitos, vale a pena
10) Curiosidades sobre a água e seu uso


 

1) Introdução           índice

Segundo um relatório coordenado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), se medidas urgentes não forem tomadas para implementar o uso racional dos recursos hídricos, até 7 bilhões de pessoas poderão conviver com a falta de água no ano 2050. O número corresponde aos habitantes de 60 países, ou 75% da população mundial. "Nenhuma região será poupada do impacto dessa crise, que toca todas as facetas da vida, da saúde das crianças à capacidade das nações de providenciar comida", disse o japonês Koichiro Matsuura, diretor-geral da Unesco. Conforme o relatório, "problemas de postura e de comportamento estão no centro dessa crise: inércia dos governantes e uma população que ainda não se deu conta da escala da calamidade".
Portanto, ninguém está livre do fantasma da falta de água.
 


2) A situação do Brasil           índice

O Brasil detém 11,6% da água doce superficial do mundo. Os 70% da água disponível para uso estão localizados na Região Amazônica. Os 30% restantes distribuem-se desigualmente pelo País, para atender a 93% da população. São Paulo vive uma situação especialmente crítica. Afinal, há muito tempo a capital paulista não é mais a cidade da garoa. Com grandes áreas impermeabilizadas, São Paulo se tornou uma cidade árida. O desmatamento e o crescimento populacional desordenado, sem nenhum respeito ao meio ambiente, modificaram o ciclo da água, opina Francisco Buonafina, diretor da Universidade da Água, uma ONG (Organização Não Governamental) fundada em 1998 e que tem como principal objetivo, a educação para a economia de água. "São Paulo hoje é tão árida quanto o Nordeste. A disponibilidade de água na cidade é de 200 m3 por habitante por ano, enquanto a ONU recomenda 1500 m3 por habitante por ano", compara.

Francisco está convencido de que a educação é a única forma de se mudar o comportamento da população em relação à água. A Universidade da Água faz um trabalho com jovens estudantes, conscientizando-os e sensibilizando-os para a necessidade da preservação da água. "Queremos multiplicar a idéia entre as pessoas. Por isso, criamos grupos de trabalho dentro da própria escola", comenta. O modelo pode ser utilizado também para conscientizar moradores de condomínios. O síndico deve começar o processo, criando ações no condomínio que visem a economia de água. "Há técnicas eficazes para mobilizar os condôminos, como buscar a participação dos jovens, que têm a motivação necessária, e dos moradores da terceira idade, que possuem mais tempo disponível", recomenda.



3 ) O que o síndico pode fazer para economizar           
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Mobilizar a população condominial para a necessidade de economizar água deve fazer parte das preocupações de todo síndico. Uma idéia é fixar nos quadros de avisos quantos metros cúbicos de água o condomínio conseguiu economizar no último mês.
Um exemplo de solução simples e barata é o uso de arejadores nas torneiras, uma tela que o próprio morador pode comprar em lojas de material de construção e instalar facilmente. A tela funciona misturando ar na água, produzindo um efeito de jato forte, porém com menos consumo de água.
Os registros reguladores de vazão também são de fácil instalação: colocados entre o flexível e a parede, eles regulam a quantidade de água que passa pela torneira, mantendo a sensação de conforto para o banho, por exemplo.
Outra sugestão é procurar fabricantes de metais e louças sanitárias, que podem orientar gratuitamente o zelador com dicas para obter o melhor uso dos equipamentos.
Vasos sanitários antigos precisam em média de 30 litros de água para efetuar uma limpeza. Modelos novos gastam apenas 5 a 6 litros. As caixas acopladas também são mais econômicas do que as tradicionais válvulas de descarga. Porém, precisam de uma regulagem adequada para aliar eficiência e economia.

Segundo o engenheiro Milton David Jr., especialista em instalações hidráulicas, nos andares mais altos do prédio a pressão de água é menor. Por isso, a caixa acoplada precisa de um nível maior de água para trabalhar. Inversamente, nos andares mais baixos a pressão é maior e, logo, a caixa pode trabalhar com um nível menor. "Só que o fabricante não entrega as caixas com essa regulagem e o condomínio acaba gastando água à toa", diz Milton, que desenvolveu um sistema de regulagem para que as caixas acopladas trabalhem com menos água em cada descarga. O engenheiro está acostumado a atender condomínios com consumo excessivo de água e que procuram meios de economizar. Ele traça um histórico do prédio a partir das seis últimas contas de água, registrando o valor da conta e o consumo em metros cúbicos. A partir daí, Milton faz uma revisão em todos os apartamentos e na área comum.
 

4) Vazamentos           índice

Uma revisão mais simples - e preventiva - pode ser feita pelo zelador. Ele pode vistoriar os apartamentos periodicamente, cuidando de procedimentos simples, como a troca de corinhos das torneiras, por exemplo. Nessas vistorias podem ser detectados vazamentos. Aliás, o grande vilão quando se fala em consumo excessivo de água é o vazamento. Para enfrentar o problema, informação é fundamental. A Sabesp oferece, desde 1992, um curso de pesquisa de vazamento e uso racional da água. "O grande objetivo do curso é fazer com que o síndico e o zelador falem a mesma linguagem do encanador", comenta Ricardo Reis Chaim, engenheiro do departamento de suporte operacional e qualidade da Sabesp. O curso é gratuito, tem duração de 4 horas e, para se inscrever, basta ligar para o disque Sabesp, pelo telefone 0800-119911, ou pessoalmente em qualquer agência da Sabesp.

 

5) Como verificar vazamentos em reservatórios de edifícios         índice         

 

1º - Feche o registro de saída do reservatório do subsolo.
2º - Feche completamente a torneira da bóia.
3º - Marque no reservatório o nível da água e, após 1 hora, no mínimo, veja se ele baixou.
- Em caso afirmativo, há vazamento.

Fonte: Sabesp

 

6) Reaproveitamento da água           índice

O reuso da água é uma opção viável, especialmente para fins não potáveis, como regar jardins ou lavar garagens.

Dos 200 litros diários de água gastos numa residência brasileira, 27% se destina ao consumo (cozinhar, beber água), 25% a higiene (banho, escovar os dentes), 12% é usado na lavagem de roupa, outros 3% em lavagem de carro e finalmente 33% nas descargas de banheiro. Ou seja, se as águas servidas (que são as águas resultantes de lavagens e banho), fossem reutilizadas para a descarga de vasos sanitários, conseguiria se economizar 1/3 da água consumida.

Segundo a Sabesp, a reutilização da água apresenta atrativos como menor custo, confiabilidade tecnológica e suprimento garantido. No aspecto qualidade, os riscos inerentes são gerenciados com adoção de medidas de planejamento, monitoramento, controle e sinalização adequados. Os principais processos industriais que permitem o uso de água reciclada são os de produtos de carvão, petróleo, produção primária de metal, curtumes, indústrias têxteis, químicas e de papel e celulose. Há também a possibilidade de fornecimento da água reciclada para outros segmentos. A prefeitura de São Caetano do Sul utiliza a água produzida na Estação de Tratamento de Esgotos do ABC para lavagem de ruas e pátios, irrigação e rega de áreas verdes, desobstrução de rede de esgotos e águas pluviais e lavagem de veículos.

A reutilização da água - seja da água servida ou da água de chuva - ainda é uma realidade distante dos condomínios. "Os edifícios que não foram planejados para isso precisarão de obras, como a criação de uma rede de captação, tratamento e bombeamento da água. É um custo alto para prédios antigos, porém é uma tendência já notada em construções novas", comenta Guilherme Ribeiro, diretor de desenvolvimento setorial do Secovi-SP.

Porém, há casos em que soluções simples resultam no aproveitamento de água que até então era jogada fora. É o caso de um condomínio comercial localizado na região dos Jardins, em São Paulo. Durante anos, um enorme reservatório, com 3 metros de profundidade, 3 de largura e 3 de comprimento, recebia a água do lençol freático que minava no prédio. Quando chegava a um determinado nível, essa água era enviada para o esgoto através de uma bomba. Resultado: a água ia embora sem nenhuma utilização. "Com um investimento de R$ 1.500, para a compra de uma bomba de sucção e de 150 metros de mangueira, estamos lavando garagens, o térreo, a calçada e regando o jardim", explica Edson Peixoto, administrador e síndico do edifício. Edson estima em 5 mil litros diários de água a economia gerada desde que o condomínio começou a utilizar a água do reservatório. "Atualmente, sem chuvas, o reservatório está seco. Mas, com chuvas frequentes ele enche rapidamente e não desperdiçamos mais água", completa.



7) Medição individualizada
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Com esse sistema, acabou o problema de pagar água a mais ou a menos. Cada condômino tem seu hidrômetro e paga só o que usar.

Para condomínios que pensam em investir realmente na economia de água, a medição individualizada de água é um bom caminho. "É um sistema que permite quantificar o consumo por apartamento. O condômino só paga o que usar", esclarece Milton David Jr., engenheiro especializado em instalações hidráulicas. Infelizmente, instalar esse método de medição em prédios antigos na maioria das vezes se torna inviável financeiramente, já que é preciso colocar um hidrômetro em cada coluna. "Há prédios com até sete colunas de água por apartamento. O aspecto civil da obra tem um custo muito alto", comenta Ricardo Ferreira Marques, engenheiro do Liceu de Artes e Ofícios, que há 80 anos produz hidrômetros. Hoje, a empresa fabrica 100 mil hidrômetros por mês, que abastecem companhias de saneamento de todo o Brasil e são, inclusive, exportados.

Ricardo estima que, atualmente, 60 prédios novos em São Paulo tenham a medição individualizada. "Em 1998, foi feita uma lei municipal, a 12.638, que obrigava as construtoras a entregarem seus prédios com previsão de instalação dos medidores individuais", lembra o engenheiro. Porém, essa lei não foi regulamentada. São Paulo está atrás de cidades como Guarulhos, onde desde 1994 os condomínios novos são obrigados a ter a leitura de água individual, e Recife, onde estima-se em mais de 2 mil o número de prédios antigos adaptados. Aliás, em Recife e Olinda os construtores são obrigados a entregar os prédios novos com a medição individual, devido a uma lei sancionada no início de 2002.


8) Como funciona a medição individual?           índice

Mas, na prática, como funciona a medição individual? "Desenvolvemos um sistema computadorizado, onde o hidrômetro está dentro do apartamento mas não é preciso fazer a leitura visual. Ela é feita remotamente", explica o engenheiro. O Liceu de Artes e Ofícios (LAO) fornece, para a instalação do sistema, os equipamentos, o apoio logístico e técnico da obra. O condomínio contrata uma empresa terceirizada para fazer as adaptações necessárias dentro dos apartamentos.

Além de permitir uma forma mais justa do pagamento da conta, o sistema torna mais fácil a identificação de vazamentos. Num prédio comercial no bairro de Santana, em São Paulo, o LAO instalou o sistema. Depois de dois meses o condomínio continuava com a conta de água alta. "Com o sistema, detectou-se um vazamento na área comum. A conta caiu mais de 50% e em seis meses o condomínio pagou o que investiu", conta Ricardo.

O engenheiro cita outro exemplo. Um edifício residencial em São Paulo com 36 apartamentos de alto padrão, com 190 metros quadrados de área útil, tem uma conta total de água de R$3.200,00. Os apartamentos têm medidores individuais. Através deles, é possível conhecer o apartamento mais econômico e o que mais consome água. "O zelador consegue controlar também o que gasta nas áreas comuns. Segundo levantamento da administradora do prédio, um condomínio sem esse controle gastaria cerca de R$ 4.500 mensais de água", compara.

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9) MUDE ALGUNS HÁBITOS. VALE A PENA.

· Regar o jardim durante 10 minutos representa o gasto de 186 litros de água. Para economizar, a rega durante o verão deve ser feita de manhãzinha ou à noite, o que reduz a perda por evaporação. No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã. Mangueira com esguicho-revólver também ajuda. Assim, pode-se chegar a uma economia de 96 litros por dia.

· "Varrer" a calçada usando o esguicho é outra maneira fácil de desperdiçar água. Durante 15 minutos, lá se vão 279 litros de água. Usar apenas a vassoura causa o mesmo efeito e nenhum desperdício.

· Se uma pessoa escova os dentes em 5 minutos com a torneira meio aberta, gasta 80 litros de água. No entanto, se molhar a escova e fechar a torneira enquanto escova os dentes e, ainda, enxaguar a boca com um copo de água, consegue economizar mais de 79 litros de água. Se isso for multiplicado pelo número de pessoas da residência e, depois, por 30 dias, pode-se ter uma idéia da economia também na conta de água.

· Ao fazer a barba em 5 minutos, com a torneira meio aberta, consome 80 litros de água. Já lavar o rosto da mesma maneira gasta 16 litros de água. A dica é colocar um tampão na pia e fazer dela um tanquinho. Resultado: o gasto para fazer a barba cai para 2 litros de água!

· Um banho de ducha por 15 minutos com o registro meio aberto leva para o ralo 243 litros de água. Se o tempo de banho for de 5 minutos, fechando a ducha ao ensaboar-se, o consumo cai para 81 litros.

· No caso de banho com chuveiro elétrico, também em 15 minutos, com o registro meio aberto, são gastos 144 litros. Com os mesmos cuidados que com a ducha, o consumo cai para 48 litros.
 

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10) CURIOSIDADES SOBRE A ÁGUA E SEU USO

· Há 2.000 anos, a população mundial correspondia a 3% da população atual. Enquanto isso, a disponibilidade de água permanece a mesma.

· A partir de 1950 o consumo de água, em todo o mundo, triplicou.

· Para cada 1.000 litros de água utilizada pelo homem resultam 10.000 litros de água poluída (segundo dados da ONU, de 1993).

· No Brasil, mais de 90% dos esgotos domésticos e cerca de 70% dos efluentes industriais não tratados são lançados nos corpos d'água.

· O homem pode passar até 28 dias sem comer mas apenas 3 dias sem água

· Gotejando, uma torneira chega a um desperdício de 46 litros por dia ou 1.380 litros por mês ou mais de um metro cúbico por mês. O que significa uma conta mais alta.

· Desperdiçar um filete de água de mais ou menos 2 milímetros totaliza 4.140 litros num mês.

· E um filete de 4 milímetros, 13.260 litros por mês de desperdício.

· Um buraco de 2 milímetros no encanamento pode causar um desperdício de 3.200 litros por dia, isto é, mais de três caixas d'água.

Fonte: Universidade da Água
 

 

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